
Cadeira reclinável, um copo de café, um cigarro atrás do outro, foda-se o pulmão.A espuma flutuante da onda itinerante que molham os meus pés fora do chão.Três corações displicentes, dois irreverentes, um sem rumo nem direção.Palavras soltas na folha em branco nos dão peso e medida e trazem interrogação.Interrogação?Interrogação!O dedo na ferida, o pus escorrendo da testa a ponta dos dedos da mão.O sangue coagulado, faz com que doa mais a cabeça que o coração.A lua branca, com seu olhar de faca, retalha a imaginação.Imaginação?Imaginação!Entre o pulo e o grito fugindo do infinito, se esconde em São Sebastião.No vácuo incorrigivel dos sentimentos reprimidos a luta pela salvação.A inconstância dos sentidos me faz perder o tato, paladar, olfato, visão e audição.A pergunta que repito todos os segundos, serei eu ou apenas confusão?Confusão?Confusão!O inferno a dois passos, o céu inalcansavel e na terra minha perdição.O sim sempre negável, talvez é afirmável, o que repete sempre é não.A vida é um pedaço de pão amanhecido que esfarela em minha mão.O mundo é escroto, o amor um nervo exposto, o ódio é só negação.O que vale é o sentido insensível dos sentidos, talvez só premonição.Premonição?Ou não!
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