quarta-feira, 28 de setembro de 2011

De quando a pedra bruta se torna um lindo diamante

Olhando velhas fotos... lembrando como fosse ontem de quando conheci esse garoto com os olhos mais brilhantes que esse mundo já viu.
Era apenas um garoto assustado com medo do mundo, que se escondia atrás de uma máscara... 
Poucas foram as pessoas que puderam conhecer a verdadeira face dessa criança amada por todos que lhe cercavam.
Seu brilho foi o mais lindo e sublime que já conheci. 
Aquelas covinhas que surgiam a cada sorriso mostravam a inocência que ele tanto tentava esconder.
O tempo passou, e ele deixou de ser um garoto assustado. Brigamos muito... diziam que um dia estaríamos internados no mesmo asilo e ainda brigando por tudo.
Mas como era bom poder pelo menos brigar com ele.
Depois de um tempo era o que me restava. Talvez fosse a única forma de ver aquele sorriso.
E como era bom vê-lo crescer... lutar contra tudo e contra todos para alcançar os sonhos que tinha.
E como cresceu... e como evoluiu.
Faria qualquer coisa pra que ele estivesse aqui hoje. Se fosse preciso iria em teu lugar.
Mas ele nunca pertenceu a esse mundo... sempre foi maior do que tudo isso.
E eu sei que agora ele está brilhando em palcos muito maiores. Está regojizando outras plateias com sua voz perfeita, com seu rosto lindo e seu sorriso incomparável.
Ele deixou esse mundo tão cedo... e hoje o que posso fazer é esperar que realmente exista um mundo após esse. E que nesse mundo eu possa encontrá-lo apenas para dizer: Eu te amo. 
MERDA SEMPRE my diamond.
Big boy estará sempre aqui agarrado a lua esperando o dia de alcança-la. 


sábado, 24 de setembro de 2011

De quando se percebe que a solução é ser levado

"Preciso de ajuda!" ele dizia todas as noites a si mesmo. Mas quando chegava a manhã seguinte e encontrava quem poderia ajudá-lo desistia da ideia.
Até que ponto ele realmente queria ajuda. Ou será que a vontade dele na verdade não era simplesmente se deixar levar. Continuar dentro dessa bolha até ser completamente consumido por seus próprios sentimentos, ou a total ausência deles.
Ele adorava caminhar... e gostava de imaginar também. Na cabeça dele era tão claro, esperava ansiosamente o dia em que um carro percebesse um descuido seu e o atirasse para o alto fazendo com que tudo acabasse.
Ou então quem sabe um 'encontrão' inocente não fizesse com que alguém descarregasse todas as balas de um revólver em seu peito.
Ele não tinha o direito de fazer isso por conta própria. Não é certo causar uma dor igual no peito de quem lhe ama apenas para tentar apartar a sua.
Ah, mas como ansiava o dia em que alguém o tirasse dessa apatia nojenta que é viver.
Fazia exames de rotina regularmente, na pura esperança de descobrir algo terminal.
Passou a fazer sexo irresponsavelmente no desespero de contrair algo que fizesse sua dor aumentar ainda mais, até que não coubesse mais dentro de seu universo medíocre.
Mas nada acontecia.
"Vida maldita... qual o sentido de continuar com essa respiração que me rasga o peito?"
Ninguém soube responder.
Fumava cada vez mais, a cada trago sonhava com um câncer que o destruísse de vez...
Bebia também, quando convinha, quando podia, quando não podia.
Corria riscos à toa.
Mas nada funcionava.
E até hoje nada funciona.
E sei que ele vai continuar assim. Passo a passo, lágrima a lágrima.
Olhando a lua e sonhando com o dia que se juntará a ela. A ele.
"Se é tão mais fácil por que é tão injusto?"
Outra pergunta sem uma maldita resposta.
"Mas ajuda pra que?"
Ele já mudara de ideia... afinal se ele mesmo não vê sentido em nada disso, não vale a pena continuar.
Agora é sentar à beira do mar da vida e esperar pacientemente que suas lágrimas aticem a onda que o levará para longe.
Esperar...


Esperar...




"Esperar..."  

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Les Diaboliques

Henri-Georges Clouzot muito obrigado por essa pérola do cinema.
Quem assistiu e gostou de Diabolique (versão americana desse clássico de 1955) com Sharon Stone e Isabelle Adjani não pode deixar de assistir a versão original recheada de atuações sutis e dosadas sob a tutela desse gênio que foi Clouzot.
O filme em preto e branco enche de cores a mente do espectador fazendo com que cada nuance do elenco seja literalmente pintada a mão na pupila de quem está em frente a tela.
Uma obra de arte do suspense.
Prova de que não são necessários gritos, maquiagens extravagantes e nem mesmo trilha sonora ponteada para deixar o público grudado na cadeira durante os 120 minutos do filme.
Simone Signoret consegue extravasar sensualidade sem mostrar nada mais que as mãos e o rosto durante todo o filme.
Vera Clouzot mostra que exagero dosado é a fórmula mágica do suspense francês.
Um filme imperdível para os fãs do gênero.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

formspring.me

Ask me anything http://formspring.me/lamarquesini

Sobre como perder a vida sem ter o direito de morrer

Eu já morri. Fato. Isso é indubitável.
A pior parte de perder a vida é ter que continuar vivendo.
Você procura em cada canto um motivo, uma razão que faça com que você acredite que há a necessidade de permanecer neste mundo.
Você se afoga em trabalho. Tenta coisas novas. Você encontra em alguém um motivo pra pelo menos respirar aliviado.
Você quer fazer bem a algumas pessoas selecionadas. Você as escolhe por afinidade, por merecimento.
Eu escolhi as minhas. Quero vê-las crescer, brilhar, alcançar seus objetivos.
Taci, Lis, Dani, Gu...
Só eu sei o quanto quero vê-los felizes. Dando certo. Crescendo cada vez mais e sendo felizes...
Talvez seja uma projeção. Sei que não alcanço mais isso.
Quando se está morto não se sente mais com a mesma intensidade.
Minha única alegria é vê-los felizes.
Mas parece uma maldição.
Tenho medo de me aproximar das pessoas.
Parece que sempre que me aproximo, por mais que queira fazer o bem a elas...
Todos que se aproximam de mim se machucam de uma forma ou de outra.
Queria poder me isolar do mundo. Me fechar em uma bolha e sair apenas carregado direto para uma cova.
Mas seria injusto.
Não posso fazer com que pessoas que realmente me amam sofram o que eu sofro.
Não desejo a morte em vida a ninguém.
Isso é apenas um desabafo. Não quero compaixão. Detesto compaixão.
Mas desde sempre que só me abro com palavras derramadas em uma superfície branca.
Pois que seja.
Peço desculpas a todos que machuquei.
Sei que não foram poucos. Mas não foi minha intenção.
Sinto falta de respirar.
Era tão bom.
Sentir o ar realmente invadindo os pulmões.
Você percebe que morreu quando respirar deixa de ser orgânico e passa a ser uma técnica.
Vou continuar trabalhando. Não por mim... mas por que é a única forma de continuar aqui...
Quanto aos meus selecionados.

Taci... você é uma estrela. Uma estrela nata com brilho próprio. É impossível não te notar. Você tem o carisma que muitos lutam anos para alcançar e não chegam aos seus pés. Só você sabe o quanto já me ajudou. O quanto foi importante para meu crescimento. É sempre um prazer estar ao seu lado.

Lis... você é meu maior orgulho. Sinto que fui útil. Seu crescimento. Sua responsabilidade. É lindo ver a mudança daquela criança que foi minha aluna em 2006 para essa mulher que se torna minha parceira de cena em 2011. Com você alcancei o sonho de qualquer professor. A imortalidade em pelo menos um aluno.

Dani... músico talentosíssimo. Um irmão. Aquele que a vida não me permitiu ter. Alguém que lutou contra todos e acreditou em si, mesmo quando parecia que nada daria certo não desistiu. Um exemplo. Alguém que me mostrou uma nova perspectiva. Alguém que finalmente acreditou em mim 100%. Eternamente grato.

Gu... acabei de te conhecer... e por isso te admiro tanto. Minha inspiração. Tua entrega fora do comum. Sua luta pra permanecer na arte. Sua humildade. Seu carisma. Você me deu um motivo pra sorrir de novo. E nada me deixaria mais feliz do que ver você sempre com seu lindo sorriso estampado no rosto. Você merece as estrelas. E vai alcançá-las mais rápido do que imagina.

Me perdoem por qualquer coisa... e saibam que quero ver vocês felizes sempre. E farei TUDO que estiver ao meu alcance para que os seus sonhos se realizem.
Esse é meu único motivo agora...
Vocês...

sexta-feira, 25 de março de 2011

Os dias que antecedem o fim

Amanhã sai meu vôo para Curitiba...
Finalmente a estreia nacional do espetáculo "Os dias que antecedem o fim".
Desde 2005 quando foi escrito tento montar esse espetáculo.
Em 2009 fiz uma montagem (que acabou não funcionando) que me deu a oportunidade de trabalhar com a excelente Renata Villaça.
No final do ano passado quando decidi remontar a peça com cara nova, Renata tinha acabado de dar a luz e agora o espetáculo conta com um elenco que é pura química: João Miller, Patrícia Ferreira, Taciana Lacerda e eu.
Um processo maravilhoso que marcou cada um dos atores...
E agora está chegando a hora...
Dia 30/03 às 19 horas na Sala Londrina estreiaremos...
Resultado de quase seis meses de processo e trabalho árduo por parte dos atores...
Só tenho a agradecer a confiança que depositaram em mim.
Agora é esperar a oportunidade de temporada em São Paulo...

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Premonição 4

Taí um filme que era melhor não assistir...
Quem gostou do primeiro Final Destination ( aquele distante com Devon Sawa e Ali Larter) não deve nunca cometer o mesmo erro que eu e tentar engulir as continuações.
Tudo bem, a segunda até que foi aceitável, tinha ainda a Ali e tentava dar continuidade aos fatos ocorridos no segundo.
O terceiro virou comédia no pior estilo Eddie Murphy de ser.
O que é aquela morte dos pregos???? Onde foi parar a criatividade?
Como se não bastasse os produtores (e pior ainda David R Ellis, que dirigiu Serpentes a Bordo e cometeu o segundo filme) decidem realizar o quarto (e até então último da saga, mas não se animem, o quinto virá).
Para piorar, decidem pegar carona na onda 3D!!!!
Não contentes, fazem isso de forma pobre e ridícula... (Sexta feira 13 parte 3 3D e Amityville 3D tem imagens melhor trabalhadas que este desastre cinematográfico)
Os sonhos são bizarros, as mortes sem a menor criatividade, pelo que entendi, a Morte se cansou ou ficou burra e quer levar todo mundo embora o mais rápido possível.
Para não dizer que o filme é de todo ruim, gostei dos créditos de abertura, onde um "raio x" examina as mortes dos filmes anteriores...
Pelo menos tive a decência de assistir no conforto do meu lar, onde podia pausar o filme para tomar doses periódicas de morfina para suportar essa aberração.
Fica a dica...

A hora do pesadelo

Na segunda feira (17/05) tive o prazer de assistir essa releitura assinada por Samuel Bayer para a história criada por Wes Craven na década de 80.
Assim como os principais serial killers da história cinematográfica, Freddy surgiu nessa época no embalo de Michael Myers, Jason Vorhees e Leatherface.
Com um diferencial clínico: Freddy não é o tipico assassino idiota, ele ataca nos sonhos com sarcasmo e sadismo.
Robert Englund imortalizou o personagem em sete filmes (nem todos merecem ser vistos), mas nesse filme o personagem é vivido pelo incomparável Jackie Earle Haley (o Rorschach de Watchmen e o pedófilo de Little Children).
Nessa nova versão Freddy ganha em sadismo. Torna-se muito mais violento e cruel.
Jackie consegue trazer uma voz crível de uma pessoa que sofreu as queimaduras que Krueger lastima.
A maquiagem é magnífica e traz realidade ao personagem. Porém quase não é mostrada, o que decepciona.
O que também deixa a desejar é a atuação piegas do elenco de apoio. (Principalmente de Thomas Decker, que deveria continuar sendo John Connor, onde ele finalmente acertou a dose).
A história de Freddy antes do assassinato é levada mais a fundo, mas se perde no meio de tantas histórias inúteis que "enchem linguiça" durante o filme.
O mérito é realmente de Jackie.
Um prato cheio para os fãs do "terrir" norte americano dos anos oitenta.
Falta história e sobra sangue, como Freddy e seus amigos adoram...
Fica a dica...

quarta-feira, 12 de maio de 2010

RECOMENDO


Ontem (11/05) fui assistir ao espetáculo experimental "Sete Pecados", uma peça que está nascendo...
Tem uma proposta incrível de trazer para o cotidiano os sete pecados capitais, o que faz (textualmente) de forma magnífica...
Cenas que nos fazem rir, refletir, mas que principalmente (e creio ter sido essa a intenção) incomodar!
O espetáculo tem um visual espetacular, com apenas três atores no palco, consegue atingir seu público, trazendo uma aproximação da platéia que vê tudo o que acontece (o espetáculo não utiliza pernas, coxias e afins).
Por terem sido apresentadas apenas duas sessões (e por eu ser extremamente chato e crítico) notamos algumas deficiências, não por parte textual nem pela atuação dos atores (que conseguem realizar um trabalho digno de grandes produções) mas pela questão de estrutura inicial, já que o texto e a direção do espetáculo são dos próprios atores.
O que realmente interessa é a proposta atingida, o incomodo que causa na platéia (principalmente no tocante preguiça e luxuria), o riso descompromissado que desperta com sua ira e avareza, a relação criada entre a gula fisíca e a gula psicológica... extremamente interessante...
Bethiara Lima é um diamante bruto, com sua beleza peculiar, pronta para ser lapidada e mostrar a incrível jóia que irá se tornar. Sua angústia e emoções latentes na cena da luxuria nos deixa angustiados justo com ela.
Cícero Andrade transborda carisma e talento... com expressão corporal magnífica, consegue fazer rir e refletir na maioria das vezes sem precisar abrir a boca.
Independente da qualidade do espetáculo, é maravilhoso assistir um trabalho onde o amor pela arte transborda.
Meus parabéns...
para maiores informações sobre o grupo: www.grupoteatralsaga.blogspot.com
A peça "Sete Pecados" está no projeto Toda Terça Tem Espetáculo, confira a programação:

terça-feira, 6 de abril de 2010

ALÉM DA VIDA



TEXTO: CHICO XAVIER & DIVALDO FRANCO

DIREÇÃO GERAL: RENATO PRIETO

DIREÇÃO DE ELENCO: CYRANO ROSALÉM

ELENCO: CÉSAR RENNATO FROES / CRISTIANE NATALE / DENISE SEFER / LAERTE MARQUESINI / PAULO PAIXÃO

ESTREIA 10 DE ABRIL DE 2010

TEATRO CORINTHIANS
RUA SÃO JORGE, 777 - TATUAPÉ
TEL: (11) 2296.7927

COMO CHEGAR:
DESCER NA ESTAÇÃO TATUAPÉ DO METRÔ, CAMINHAR ATÉ O TERMINAL NORTE, EMBARCAR NA LOTAÇÃO 'PARQUE NOVO MUNDO', DESCER NO PONTO MAIS PRÓXIMO DO SPORT CLUBE CORINTHIANS.

ESTACIONAMENTO NO LOCAL: R$ 12,OO (PARA ESPECTADORES DO TEATRO)

INGRESSO: R$ 40,00 (INTEIRA)
R$ 20,00 (ANTECIPADO)
R$ 20,00 (MEIA ENTRADA: ESTUDANTES, PROFESSORES, APOSENTADOS, TERCEIRA IDADE, CLASSE ARTÍSTICA, ASSOCIADOS DO CLUBE E DA RÁDIO BOA NOVA)

PREÇOS PROMOCIONAIS PARA GRUPOS


SINOPSE

O BRASIL É UM PAÍS ONDE O MISTICISMO É CAPAZ DE ALIMENTAR DISCUSSÃO INTERMINÁVEIS, MOVIMENTAR MASSAS E TRANSFORMAR UMA PEÇA TEATRAL NUM VERDADEIRO FENÔMENO. é O CASO DO ESPETÁCULO 'ALÉM DA VIDA', QUE ABORDANDO TEMAS COMO REENCARNAÇÃO ATRAIU UM PÚBLICO ATÉ ENTÃO INIMAGINÁVEL: MAIS DE 2 MILHÕES DE PESSOAS.
'ALÉM DA VIDA' É UMA MONTAGEM SINCERA QUE MOBILIZA E LEVA A REFLEXÃO (EXISTE ALGO MAIS ALÉM DAQUILO QUE PODEMOS ALCANÇAR COM OS CINCO SENTIDOS). AS SITUAÇÕES APRESENTADAS TRATAM DE TEMAS COMO ABORTO, TÓXICOS, SUICÍDIO, HOMOSSEXUALIDADE, ENTRE OUTROS. O ESPETÁCULO É UM FENÔMENO QUE TRANSCENDE AO FATO TEATRAL. NÃO É UMA PREGAÇÃO, LONGE DISTO, ELE MOSTRA QUE HÁ OUTRAS DIMENSÕES E QUE É NECESSÁRIO PENSAR MUITO A PARTIR DO MOMENTO EM QUE O LIVRE ARBITRIO EXISTEM EM TODOS OS NÍVEIS DE CONSCIÊNCIA. (POR ARTUR DA TÁVOLA)

AGUARDO VOCÊS!!!!

GRANDE ABRAÇO A TODOS...

sábado, 30 de janeiro de 2010

A Rural II (A missão) e a Filosofia (?!?)

Bem, existem certas coisas impossíveis de não se fazer... e comentar e tentar entender A Rural II (a missão) é uma delas...
Estávamos Patricia e eu jogando um bilhar dia desses e de repente a juke box da Lord's começa a tocar Roberta Miranda (nada contra... nada a favor também), mas o importante é que isso nos rendeu risadas até o fim do dia... afinal não é todo dia que você ouve "ramu na areia nãum".
Pensando nessas almas que como eu se sentem ameaçados por esse tipo de atrocidade resolvi tentar uma análise crítico literário da poética canção de Neo pi Neo, cantada por Roberta Miranda:

"Lairreym, lairreym
(Sou obrigado a assumir que meu QI deve ser diminuto e que Neo pi Neo deve ser um gênio pois mesmo depois de ler em várias entonações diferentes ainda não entendi o que ele quis dizer com Lairreym, anyway...)
Arrumamalaê, arrumamalaê, (Tradução Simultânea: Arruma a mala aí)
Arrumamalaê
A rural rai arribá (TS: Que a rural vai "arribar", "subir")
(ok... pelo que pude deduzir temos um tom sexual muito presente nessa música, e ao decorrer da letra notaremos isso com maior frequência, mas quem nunca ouviu a avó chamando a bunda de mala???? Agora: Arruma a mala, ou arruma a bunda que a rural, ou o... (deixo por conta da sua imaginação) vai subir... deu pra sacar?)

Arrumamalaê, arrumamalaê,
Arrumamalaê
A rural rai disabá (TS: a rural vai desabar)
(ok, já percebemos que o ser citado como dono da rural precisa da famosa pílula azul... demorou pra arrumar a mala e a rural dele desabou...)


Ramu rêru má, Ramu rêru má, (TS: Vamos ver o mar)
Ramu rêru má
Ramu é na rural (TS: Vamos é na rural)
(Já notaram como essa letra é poética... adoro a genialidade peculiar de Neo pi Neo, e na voz levemente rouca, grossa e gemida de Robertinha Miranda "Ramu rêru má" soa como Camões...)

Nóyrramu érêru má, Ramu rêru má, (TS: Nós vamos é ver o mar)
Ramu rêru má
A rural rai disabá
(Tô cada vez mais impressionado, não contente com a poética passagem praia grandense "Ramu rêru má" ele cria a variante ainda mais complexa "Nóyrramu érêru má" e ainda especifica: "a rural rai disabá" comprovando a teoria anterior (a da pílula) pois já que a rural "disabô" o jeito é "rêru má")

Ramu na areia nãum, Ramu na areia nãum, (TS: Vamos na areia não)
Ramu na areia nãum
A rural rai atolá (TS: A rural vai atolar)
Ramu na areia nãum, Ramu na areia nãum,
Ramu na areia nãum
A rural rai atolá
(e vamos percebendo que o casal presente no lirismo incessante dessa maravilhosa canção está tendo uma discussão que carinhosamente chamaremos de DR. A garota revoltada com seu parceiro brocha, após sentar na praia para ver o mar se revolta com o efeito retardado da pílula azul e decide "Ramu na areia nãum" com medo que o seu parceiro, que além de brocha tem sérios problemas de coordenação e visão, atole a rural no lugar errado)

Decê pa impurrá, Decê pa garrá, (TS: Descer pra empurrar, Descer pra agarrar)
Decê pa impurrá
Ya rural disatolá (TS: E a rural desatolar)
Ramu decê pa impurrá, Ramu decê pá garrá, (TS: Vamos descer pra empurrar, Vamos descer pra agarrar)
Decê pá impurrá
Ya rural disatolá-aa (TS: E a rural desatola aa aa aa ar)
(Neo pi Neo é tão poético que ele consegue descrever o ato sexual de forma tão sutil e ao mesmo tempo tão clara... vamos para a análise: quando você empurra você afasta, quando você agarra você trás pra perto... correto? Portanto o movimento de afasta, aproxima e desatola??? E obviamente atentem ao detalha da expansão do "aa" gemido de Roberta...)

Ramu ingatá uma ré, Arrocha numa ré, (TS: Vamos engatar uma ré, vamos "arrochar", apertar numa ré)
Acunha uma ré (TS: "Acunhar" uma ré, ou seja, uma ré com pressa, apressar-se na ré)
Pa rural disatolá (TS: Pra rural desatolar)
Ramu ingatá uma ré, Ramu ingatá uma ré,
Acunha numa ré
Pa rural disatolá-aa
(Preciso mesmo comentar????? Só vou atentar a 2 detalhes: "ré" e extensão do "aa" gemido de Miranda... o resto dispensa comentários, correto?)

Urrango iu nerol, Urrango iu nerol (TS: O "rango" e o "?")
Arruma urrango i' u nerol, (TS: Arruma o "rango" e o "?")
Inrriba das malas (TS: Em cima das malas)
Urrango iu nerol, A buchada iu sarrabui (TS: A buchada e o "?")
Urrango iu nerol
in'riba Das mala
(Peço perdão, pois novamente me falta de inteligência e compreensão nesse gênio imcompreendido me limitam e não consigo trazer a tona a interpretação correta de alguns trechos dessa santa e imaculada poesia... mas que tem a ver com bunda tem!)

Num rai lá nadá, Num rai si afoitá (TS: Não vai lá nadar, Não vai se afoitar)
O mar vai li levá, (TS: O mar vai te levar)
Ocê rai si afogá (TS: Você vai se afogar)
Eu já torrendo o má, (TS: Eu já to vendo o mar)
Vixi lá tá u má O má rai li levá, (TS: Nossa, lá está o mar, o mar vai te levar)
Nunrrai lá nadá
(Nesse verso vemos que há algo além do sexo... Neo pi Neo é muito religioso, e como esse casal umbandista tinha feito uma promessa de não atolar a rural na mala e não cumpriu, agora eles estão sofrendo as consequências, e ela está com medo de que se ele for para o mar, Iemanjá o leve...)

Nabund'areia nãum, Ramu s'alimpá, (TS: Na bunda areia não, vamos se limpar)
Nabund'areia nãum
Rocê rai si rê lá (TS: Você vai se relar?????????)
Nunssey syrrôla atraz, (TS: Não sei se rola atrás)
Ôssyrrôla, nafrente, (TS: Ou se rola na frente)
Ôssyrôla naja nela (TS: Ou se rola na janela?????????)
Sórrenussenarioo (TS: Só vê num cenário???????)
(Repararam que depois do medo de Iemanjá, agora a dúvida de Roberta e Neo é outra... rola na frente ou atrás... ou na janela?????? Perdoem minha vil ignorância, mas que porra de janela é essa? E esse cenário???? Ok, quem sabe um dia Roberta pi Neo não nos explique o que quis realmente dizer com essa música...)

Arrumamalaê, arrumamalaê,
Arrumamalaê
Arrumamalaê, arrumamalaê,
Arrumamalaê
Arrumamalaê, arrumamalaê,
Arrumamalaê
A rural rai disabáa

De qualquer forma... a partir de hoje verei o mundo da música com outros olhos... o importante e deixar a mala pronta pra rural...
arruma a mala aí...

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

To Trust or not to Trust?


Por que a confiança é tão dificil de alcançar?


Às vezes fico me perguntando: "É realmente possível confiar 100% em qualquer pessoa?"


Essa pergunta não cala. Pra variar um pouco estou em um relacionamento, e por incrível que pareça, confio na pessoa.


Obviamente não confio 100%. Com meus antigos relacionamentos aprendi a duras penas que nunca devemos depositar toda nossa confiança em alguém.


Na verdade não posso confiar plenamente nem mesmo em mim (que tenham certeza, quero meu melhor) quem dirá nos outros.


Me entreguei inteiro por duas vezes. Na primeira ganhei um desfile de infidelidades (depois de determinado tempo de ambas as partes), na segunda perdi praticamente todos meus amigos (menos uma, o que me leva a crer que era a única verdadeira).


Mas afinal o que é confiar? Como alguém pode ter certeza que o outro não cometerá erros? Quem garante que o "erro" que o outro cometeu não é apenas o "acerto" dele?


É tudo muito psico-filosófico pra mim (com hifen mesmo, primeiro por que quero que a nova regra ortográfica vá para o inferno, segundo por que a palavra nem existe mesmo), às vezes prefiro não pensar e viver. Carpe diem, carpe uomini...


Pra que ficar me preocupando com quem pode ou não dar mancada comigo. Posso morrer amanhã e não descobrir as mancadas, mas quem garantirá que elas não ocorreram.


Chego a conclusão que, em algumas situações, a ignorância (e que fique claro o significado da palavra ignorância enquanto "desconhecer algo") é a melhor amiga de um homem.


Se você for traido e nunca descobrir levará uma linda relação que, se acabar, será provavelmente amigavel. Porém ao descobrir, além de corno, será um divorciado revoltado.


O que é melhor? To know or not to know, that IS the question?

I just know that I don't know what I want to know...


sábado, 31 de outubro de 2009

O Autor


Infelizmente a temporada do espetáculo "O Autor" está acabando.

Ficaremos em cartaz até dia 07/11 sempre aos sábados às 23h59 no Teatro Commune.
O texto e a direção são minhas e conto com um elenco maravilhoso (dentro e fora dos palcos) composto por Fátima Barros (Bruno Tauro), Felipe Barros (Alex Vittori), eu (Ricardo Duarte) e a lindíssima Renata Villaça (Tina de Gris).

Complexidade da Razão


A cada dia que passa me convenço mais que não passamos de números.
Somos rotulados e estamos constantemente expostos em vitrines em promoção.
É tão difícil entender que não sou um produto pra ser vendido assim?
As pessoas esquecem que somos humanos, pessoas racionais que respiram e tem sentimentos próprios.
Vivemos num mundo onde somos 1 em 5678355 habitantes. Temos expectativa de vida de 68 anos. Devemos tomar 7 litros de água por dia. Nossa atenção máxima é de 20 minutos em 1 assunto. Pensamos 24 horas por dia, mesmo quando dormimos. Devemos fazer 3 refeições diárias. Bater meta de 50 % de conversão ligação-venda. Bater meta de 5 placas residenciais colocadas. Bater meta de 15 vendas-dia. Ler 15 minutos por dia. Mastigar 15 vezes o alimento. Ter 90 batimentos cardiacos por minuto. Pressão 11x8. Colocar 20 litros de gasolina no carro. Vivemos a base de números.
Ninguém percebe que não somos calculadoras, computadores our qualquer tipo de máquina que seja.
Cansei de ser taxado. Não quero ser etiquetado. Quero poder ser eu mesmo sem me preocupar com quem vai me pagar por isso.
Quero poder almoçar a hora que quiser sem precisar dosar a quantidade. Sem pesar o prato.
Quero poder viver sem racionar e dividir meu amor entre as pessoas.
Não aguento mais as pessoas me perguntando: " De zero a dez quanto foi nossa trepada?" "Você confia em mim 100%?" "Metade de mim quer ficar com você mas o aoutra metade tem medo!"
Não somos subdivisiveis. Ninguém pode se entregar 75%. Somos inteiros e assim devemos viver nossas vidas. Sendo inteiros a todo momento. A cada coisa que fizermos.
Se nos entregarmos 100% em tudo deixaremos que nossa vida seja vivida inteira e não precisaremos nos preocupar em contar quanto tempo perdemos esses anos todos.

Sentimentos reprimidos no vácuo mental entre o pulo e o grito


Cadeira reclinável, um copo de café, um cigarro atrás do outro, foda-se o pulmão.A espuma flutuante da onda itinerante que molham os meus pés fora do chão.Três corações displicentes, dois irreverentes, um sem rumo nem direção.Palavras soltas na folha em branco nos dão peso e medida e trazem interrogação.Interrogação?Interrogação!O dedo na ferida, o pus escorrendo da testa a ponta dos dedos da mão.O sangue coagulado, faz com que doa mais a cabeça que o coração.A lua branca, com seu olhar de faca, retalha a imaginação.Imaginação?Imaginação!Entre o pulo e o grito fugindo do infinito, se esconde em São Sebastião.No vácuo incorrigivel dos sentimentos reprimidos a luta pela salvação.A inconstância dos sentidos me faz perder o tato, paladar, olfato, visão e audição.A pergunta que repito todos os segundos, serei eu ou apenas confusão?Confusão?Confusão!O inferno a dois passos, o céu inalcansavel e na terra minha perdição.O sim sempre negável, talvez é afirmável, o que repete sempre é não.A vida é um pedaço de pão amanhecido que esfarela em minha mão.O mundo é escroto, o amor um nervo exposto, o ódio é só negação.O que vale é o sentido insensível dos sentidos, talvez só premonição.Premonição?Ou não!